tel.: (11) 3675-7810
abap@abap.org.br

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AGENDA

7 e 8 DEZ 2015
São Paulo SP

1o Congresso Internacional de Paisagem Urbana
http://icoul.org/

14 DEZEMBRO 2015
São Paulo | SP

Cocktail Abap
das 17h às 21h
local: saguão do edifício do IABSP
rua Bento Freitas, 306

1 a 3 FEVEREIRO 2016
São Paulo | SP

Oficina Quapá SEL São Paulo
FAUUSP Rua do Lago, 876

20 a 22 ABRIL 2016
Turin, Itália

53rd IFLA WORLD CONGRESS
“Tasting the Landscape”

15 e 16 JULHO 2016
Guimarães, Portugal

5ª conferência internacional da Rede Lusófona de Morfologia Urbana (PNUM)

Tema: 'Os Espaços da Morfologia Urbana'
Resumos até 15 de janeiro
http://pnum2016.weebly.com

25 a 29 JULHO 2016
Porto Alegre | RS

IV ENANPARQ

Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo
Chamada de sessões até 30/01
Chamada de trabalhos até 30/04

RIO DOCE

Caros Colegas,

A chegada do Natal e de um novo ano, é motivo de alegria. A renovação dos rituais religiosos, e laicos, reúne familiares e amigos nos lares humildes e nos mais abastados. Porém este ano que se encerra, nos traz a paisagem devastada do município de Mariana (MG) subdistrito de Bento Rodrigues. Como será o Natal deles? E os que virão?

Com o rompimento da barragem da Samarco a lama se apropriou das terras cultiváveis, das árvores, das casas, das pessoas, dos animais e devastou Bento Rodrigues.

Neste momento, não a nada que me comova mais do que este desastre ecológico, ocorrido por negligencia, ganância e irresponsabilidade.

Em que medida nós, profissionais da Paisagem, temos conhecimento suficiente para interferir e renovar a vida humana, a flora e a fauna, e reativar o Rio Doce e as esperanças e sonhos daqueles que construíram suas vidas às suas margens.

Não há maior sinal de amor e respeito às suas águas, por parte das populações ribeirinhas, do que o nome com o qual o batizaram.

Nina Vaisman
Presidente da ABAP

EM BUSCA DE PERGUNTAS E RESPOSTAS


Foto: Edifício IAB SP/ Rafael Schimdt

Em 2016, a Abap completa 40 anos. Devemos celebrar mas também há muito que pensar e fazer: os próximos 40, como serão? No dia 14 de dezembro, no saguão do edifício restaurado do IABSP (endereço ao lado), a nova diretoria da Abap convida para um cocktail para encontro, reconhecimento, conversa e proposta. O convite tem o custo de R$ 50,00 até o dia 05/12 e R$ 80,00 na data do evento e solicitamos que, para pagamento, seja utilizada a conta Abap no Banco Santander cc 13003105-9 ag. 3681 (CNPJ 48101372/0001-30).

Para confirmações, favor enviar e-mail para abap@abap.org.br ou ligar para Katy pelo tel. 11 3872.3754 (à tarde).

OBJETIVO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA ONU



A ABAP, através do seu Núcleo Rio, esteve presente no I Forum sobre Cidades e Comunidades Sustentáveis, promovido pela Rede SDSN (Sustainable Development Solutions Network), que foi realizado em 12/11 no auditório do BNDES no Rio de Janeiro. A ABAP Núcleo Rio é membro da rede desde fevereiro de 2015.

A Rede SDSN é uma iniciativa da ONU que engloba 20 organizações regionais e nacionais e 40 organizações no Brasil. A Rede SDSN Brasil foi criada em 2014 e tem como foco o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 (ODS 11) que busca tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

Entre as metas do ODS 11 estão o fortalecimento dos esforços para proteger o patrimônio cultural e natural; a redução dos impactos ambientais e das condições de vulnerabilidade a desastres naturais proveniente das alterações climáticas; o fomento ao acesso universal aos espaços livres públicos e o apoio a relações sociais e ambientais entre as áreas urbanas, peri-urbanas e rurais.

Neste encontro as organizações da sociedade civil, instituições e empresas privadas se reuniram para conhecer mais sobre a rede e divulgar para os outros parceiros ações que desenvolvem vinculadas aos objetivos da rede. Mônica Bahia Schlee aproveitou a oportunidade para informar sobre o projeto do livro "A vegetação nativa no planejamento e no projeto paisagístico" que está finalizado e no prelo aguardando a publicação, os cursos e sessões técnicas promovidos pelo Núcleo RJ sobre questões afins aos objetivos da rede.

Mais informações

CONFERÊNCIA DO CAU EM SP



Nos dias 25 e 26/11, arquitetos e urbanistas reuniram-se no Clube Homs, na Avenida Paulista, na 2ª. Conferência Estadual de Arquitetos e Urbanistas para discutir as atribuições do arquiteto, o código de ética da profissão, educação continuada e outras propostas. O evento foi aberto pelos presidentes do CAU SP e das entidades colegiadas ABAP, ABEA, FAEASP, IAB, SASP e FENEA. A presidente da ABAP Nina Vaisman lembrou dos problemas ambientais que o país precisa enfrentar e Francine Sakata, coordenadora do Núcleo Abap SP, participou da mesa de honorários profissionais.

O CAU, uma entidade jovem, tem cumprido seu papel de conhecer as questões que afetam o cotidiano dos arquitetos das grandes e pequenas cidades e de buscar melhores condições para a atuação profissional. O CAU SP, através de seu presidente Gilberto Belleza, tem feito um bom e árduo trabalho.

OFICINAS DO QUAPÁ-SEL



Em outubro e novembro, os professores Silvio Macedo e Eugenio Queiroga do Projeto de Pesquisa QUAPÁ (Quadro do Paisagismo) -SEL (Sistema de Espaços livres) estiveram em Goiânia (GO), Manaus (AM), Macapá (AP), Santa Maria (RS) e Brasília (DF) para oficinas com equipes locais de sua rede de pesquisadores. Nas oficinas foram feitos diagnósticos e discussões sobre a forma urbana, os espaços livres, a legislação urbanística e os agentes construtores da cidade. Em Goiânia, por exemplo, na oficina que contou com a organização local dos professores Wilton Medeiros (Universidade Estadual de Goiás – UEG) e Maria Ester de Souza (PUC-GO), foi identificada a transferência de edifícios públicos importantes, como o fórum e a assembleia, para um bairro da cidade, como ocorreu em Belo Horizonte, o que poderá acarretar em perda de vitalidade da área central.

TRABALHO SUJO


Texto e fotos: Marcio Bariani

Em 2000 percorri a estrada entre Mariana e Catas Altas, rumo ao Caraça. Percurso rico na paisagem e em história. Como fiz por iniciativa própria e sem um guia, acabou ficando como um daqueles lugares que se tornam "nossos", pela lente apaixonada de turista. Na estrada, ainda em terra batida, muita poeira no ar. E alguns enormes caminhões indicavam atividade econômica intensa. Mas ainda não havia nenhuma ferida na paisagem.

Em 2015 voltei ao percurso, mesmo destino. O fundo imponente das montanhas do Caraça, o barroco singelo de Santa Rita Durão e a impressionante Matriz de Catas Altas ainda fizeram valer a viagem. Mas a estrada agora de asfalto estava sob movimento intenso de caminhões. E de quando em quando, escondido de propósito por um extenso eucaliptal algo chamou a atenção: um imenso lodaçal, de alguns quilômetros de extensão. Parei o carro, pulei a cerca e, depois dos eucaliptos, pude me impressionar com a mais nova atração, a lagoa de dejetos de uma das mineradoras, que hoje é famosa por ter ido abaixo. E o canal que trazia a água (ou a lama) da parte superior.

Vi várias montanhas em desmonte e bairros inteiros novos e não desenhados se amontoando nas antigas pequenas vilas, que já tinham outros acréscimos trágicos de passado recente. E muitas placas indicando compensações da Vale e de outras empresas, sob forma de preservação da vegetação nativa ou restauro do patrimônio histórico.

Postei as fotos bonitas da viagem, da lagoa sinistra, que se desfez, e das montanhas em negativo, tive vergonha. Algum pedaço daquele lugar poderia estar no meu carro ou no meu smartfone. Voltei com a sensação de progresso sujo e vazio, de estarmos ganhando dinheiro rápido, para depois que tudo acabar, termos que gasta-lo tentando consertar o estrago causado pelo afoiteza e desespero pelo desenvolvimento que tanto precisamos.

Sócios colaboradores
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Paisagem Escrita é uma publicação da ABAP