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AGENDA

21 SETEMBRO 2015
17h
São Paulo

Ciclo de Palestras Quapá-SEL com João Meyer, Carlos Eduardo Paiva Cardoso e Kazuo Nakano. Na FAUUSP, Rua do Lago, 876, Cidade Universitária.

27 a 29 SETEMBRO 2015
Natal


XXXIV ENSEA – Encontro Nacional sobre Ensino de Arquitetura e Urbanismo
XVIII CONABEA – Congresso da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo

Organizados pela Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA)

DEMANDAS PASSADAS E ANSEIOS FUTUROS

Há cerca de dois anos, foi realizada uma pesquisa de opinião dos associados sobre as prioridades da ABAP. As principais devolutivas às demandas apontadas podem ser brevemente resumidas em:

  • implementação do novo estatuto da associação, reafirmando a sua missão e detalhando os seus objetivos para a orientação das suas ações;

  • atualização da forma de comunicação, tanto por meio do novo sítio eletrônico quanto por intermédio da reativação deste boletim de notícias, atingindo mais de 180 números publicados e abordando assuntos pertinentes à arquitetura paisagística e à produção técnica e acadêmica dos associados e colaboradores, dentre outros contextos;

  • participação em mais de uma centena de compromissos oficiais – nacionais e internacionais –, com destaque para a secretaria executiva do CEAU-BR (conselho consultivo do CAU-BR) e para a coordenação tanto do CBA (colégio mentor do CAU) quanto do processo de reforma de normas da ABNT, além das representações locais junto aos CEAUs e CAUs estaduais, bem como de atuações perante casas legislativas municipais, estaduais e federais na defesa do desenvolvimento específico do campo profissional;

  • realização de mais de uma dezena de eventos técnico-científicos – nacionais e internacionais –, divulgando a arquitetura paisagística brasileira e estrangeira, assim como fornecendo esclarecimentos à sociedade, com destaque para congressos e seminários da própria ABAP, além do apoio a pelo menos meia centena de acontecimentos similares;

  • duplicação do número de núcleos estaduais da ABAP (quatro novos instituídos e quatro em plena formação), buscando a sua maior representatividade no território nacional e a sua representação oficial nos CEAUs dos estados, com discussão de questões centrais da área de atuação profissional;

  • aumento em mais de 25% no número de associados, com larga distribuição no país e adesões no exterior, além da incorporação de novos sócios-colaboradores, constantes apoiadores das iniciativas abapianas.

Além dessas ações para a valorização da profissão, vale destacar algumas recentemente voltadas às comemorações dos 40 anos da associação, tais como:
  • criação da premiação ABAP (Prêmio Rosa Grena Kliass), para reconhecimento formal da produção dos associados nas seguintes vertentes: trajetória, revelação, destaque e memória;

  • estruturação de proposta de editoração de publicação comemorativa (Quatro Décadas de Arquitetura Paisagística no Brasil).

O detalhamento dessas e de outras iniciativas pode ser consultado no sítio oficial da associação, onde também pode ser acessado o recém-instituído regimento do processo eleitoral, inovando as eleições da Diretoria, do Conselho Consultivo e do Conselho Fiscal, bem como possibilitando a renovação de anseios em relação ao futuro da ABAP.

Letícia Peret Antunes Hardt
Presidente da ABAP

Livro: CINCO JARDINS EMBLEMÁTICOS DE BURLE MARX



O Jardim Botânico do Rio de Janeiro comemorou os 106 anos de nascimento de Burle Marx e os 450 anos da cidade do Rio com lançamento de livro sobre o paisagista, o livro Paisagens particulares: Jardins de Roberto Burle Marx (1940-1970). Nele, a autora Ana Rosa de Oliveira analisa cinco jardins de Burle Marx (1909-1994) que pontuam importantes mudanças ao longo da trajetória do paisagista. Projetados entre as décadas de 1940 e 1970, estes jardins são usados pela autora como condutores da narrativa sobre o paisagista. O material reunido no livro também evoca a trajetória dos jardins ao longo do tempo e com outros aspectos importantes para sua concepção: arquitetura, design, botânica, clientes, arquitetos.

Ana Rosa, paisagista e responsável pelo Laboratório da Paisagem do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, tem se dedicado a pesquisar a obra de Burle Marx há 25 anos.
Editora: Dantes /FAPERJ, 2015.

Livro: PAISAGENS CULTURAIS BRASILEIRAS


Foto: Nego Miranda. Barcos de pesca no rio Itajaí-Açu com guindastes do Porto de Navegantes ao fundo.

Estão sendo lançados os dois primeiros volumes da coleção bilíngue “Paisagens Culturais Brasileiras”. As publicações tem como propósito a “redescoberta, a revelação e a difusão dos traços distintivos das diferentes regiões do Brasil, do que lhes é particular e as faz únicas, considerando o ambiente natural, o processo de formação de assentamentos humanos, as redes de comunicação, o transporte de bens e a produção de energia”. Autores locais foram convidados a escrever sobre os ambientes, recriando-os por meio da história, impressões, descrições e por farta iconografia. Deste modo, paisagens nem sempre percebidas são evocadas e expostas na multiplicidade da natureza do território, da cultura, da arte e do trabalho.

O primeiro volume é uma aventura exploratória por temas como arte, trabalho artesanal, arquitetura, paisagem e cotidiano da cidade de Navegantes, em Santa Catarina. O segundo volume trata do processo de apropriação e urbanização do norte paranaense e da mobilidade das fronteiras regionais conferida por ferrovias e rodovias que sustentam os intensos fluxos econômicos da região. Tais conexões revelam paisagens moldadas por grupos sociais que ali lutaram, conviveram e se sucederam ao longo de cinco séculos de contatos. Os ensaios convergem para o estudo dos processos sociais e espaciais que hoje definem culturalmente as terras ao sul do rio Paranapanema.

Rumo a Navegantes” teve a coordenação de Maria Cristina Wolff de Carvalho e Francisco de Carvalho Dias de Andrade e “Rumo ao Norte do Paraná: fronteiras, fluxos e contatos” de Maria Cristina Wolff de Carvalho e Alessandro Filla Rosaneli. Edição de Marcos Carrilho Arquitetos e reaIização Instituto Triunfo.

DA RIQUEZA DE UM TÉRREO LIVRE


Foto: Francine Sakata

No bairro do Paraíso em São Paulo, na esquina da rua Cubatão com a rua Sampaio Viana, o prédio do arquiteto Jonas Birger com projeto paisagístico de Isabel Duprat tem espelho d´água, muro de pedra, jardim iluminado, piso de granito apicoado. Junto à entrada do edifício, há uma cobertura que acolhe o visitante e que também abriga mesas e cadeiras, que podem ser usadas para descanso, espera e uma refeição rápida. Ali já foi montada uma banca de livros infantis. Este térreo aberto contrasta com os outros do bairro e nos lembra que, com mais projetos assim, a cidade poderia ser bem mais interessante.

URBANIZAÇÃO DA FAVELA E CÓRREGO DO SAPÉ


Foto: Francine Sakata

Na zona oeste paulistana, entre a Avenida Rio Pequeno e a Rodovia Raposo Tavares, outro projeto nos revela uma cidade mais interessante, para ser usada intensamente pela população. O escritório de Oscar Bressane desenvolveu o projeto paisagístico para o Parque do Sapé, em conjunto com a Base 3 Arquitetos (projeto arquitetônico) para a Secretaria de Habitação da Prefeitura Municipal de São Paulo, desenvolvido por Oscar Bressane. O projeto arquitetônico é do escritório Base 3 Arquitetos.

Sócios colaboradores
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Paisagem Escrita é uma publicação da ABAP