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180
Datas

04 NOVEMBRO 2014

7º Simpósio Brasileiro de Construções Sustentáveis
Tema: "Práticas de hoje para a construção do amanhã"
Teatro Sesi (FIESP)
Av. Paulista, 1313
das 8h às 18h
São Paulo, SP

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05 DEZEMBRO 2014

Data limite para inscrição no Concurso do Parque do Mirante em Piracicaba

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07 A 15 JUNHO 2015
52nd IFLA WORLD CONGRESS
Moscow e São Petesburgo, Rússia

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Livro

INTEGRAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO DA PAISAGEM

O objetivo do livro “O Arco Metropolitano do Rio de Janeiro” é colocar em debate o processo de construção desta rodovia, concebida para conectar dois complexos industriais e portuários localizados nas extremidades leste e oeste da área de influência direta, e que deverá introduzir uma nova dinâmica urbana na Região Metropolitana do Rio de Janeiro impactando de forma intensa os espaços livres de edificação e urbanização localizados em sua área de influência imediata e intermediária.

A paisagem que resultará ao longo da via foi estudada através da construção de cenários futuros, com base no aprofundamento das seguintes temáticas: Desenvolvimento econômico e gestão; Transportes e redes; Centralidades urbanas e Paisagem e planejamento.

Organizadoras: Vera Tângari, Andrea Rego e Rita Montezuma.

Editora: PROARQ/FAU/UFRJ.

DEVASTAÇÃO DO CERRADO


Foto: icmbio.gov.br

Dos ambientes recentes do planeta Terra, o Cerrado é o mais antigo, concretizado há 40 milhões de anos. Os elementos são interligados: a vegetação depende do solo, que é oligotrófico [com nível muito baixo de nutrientes]; o solo depende de um tipo de clima especial, que é o tropical subúmido com duas estações, uma seca e outra chuvosa. Vários fatores, incluindo o fogo, influenciaram na formação do bioma. As plantas do Cerrado têm crescimento muito lento. Uma canela-de-ema atinge a idade adulta com mil anos de idade. O capim-barba-de-bode fica adulto com 600 anos. Um buriti atinge 30 metros de altura com 500 anos. Essa vegetação tem plantas que ficam com um terço de sua estrutura exposta, acima do solo, e dois terços no subsolo. Seu sistema radicular é extremamente complexo e não há tecnologia para produzir mudas, exceto de algumas árvores. Uma semente de araticum, por exemplo, só germina se passar pelo intestino delgado de um canídeo nativo como um lobo guará, uma raposa, que estão em extinção.

São informações do professor Altair Sales Barbosa, da PUC Goiás, estudioso do Cerrado, que forneceu uma entrevista contundente a Elder Dias para o Jornal Opção em que diz que destruição do Cerrado é irreversível e que compromete o abastecimento potável em todo o país. O processo de ocupação foi relativamente recente, a partir dos anos 1970, mas suficiente para devastar o bioma. A modificação do solo pela agricultura faz com que a vegetação nativa não brote mais. Para ele, se não dermos uma guinada muito violenta não terá como fazer mais nada. A água e a vegetação nativa tinham de ser uma questão de segurança nacional.

Entrevista na íntegra

SESSÃO TÉCNICA ABAP COM SILVIO MACEDO E LEONARDO LOYOLLA

Leonardo Loyolla

Enquanto muitos críticos da urbanização se debruçam sobre questões internacionais clássicas, o professor Silvio Macedo se volta para a cidade brasileira que de fato tem sido produzida nos últimos anos por todo o país, com o apoio da maior rede de pesquisadores hoje em atuação na área de Arquitetura e Urbanismo. O projeto temático de pesquisa “Os sistemas de espaços livres e a constituição da esfera pública contemporânea no Brasil – QUAPÁ-SEL” está sediado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP) e conta com a participação de pesquisadores de todo o Brasil.

O principal objetivo é verificar as transformações dos espaços livres de cidades brasileiras e as diversas formas de apropriação realizadas pelos grupos sociais. Foram já analisadas 23 cidades, de todas as regiões através do levantamento e análise da legislação urbanística e ambiental, de mapas e fotos aéreas; realização de oficinas com a participação de instituições locais de ensino superior, representantes do Poder Público, agentes do mercado imobiliário, organizações não governamentais e movimentos sociais.

Na Sessão Técnica Abap-Gail no último dia 20, Macedo e Loyolla apresentaram o processo e alguns resultados que devem ser publicados no próximos ano. Leonardo Loyolla desenvolve sua pesquisa focado nos municípios à oeste da metrópole paulistana.Eles defendem o significativo papel do poder público na produção de novos espaços livres destinados ao convívio e lazer e que sejam enfrentados os conflitos de gestão e apropriação.

PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO

A terceira edição do Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (ENANPARQ), realizada de 20 a 24 de outubro em São Paulo, foi voltada ao tema da construção coletiva da arquitetura, da cidade e do projeto.

Na oportunidade, os abapianos novamente marcaram as suas presenças, inclusive com exposições nas sessões de comunicações, nas apresentações de pôsteres e nos simpósios temáticos, que versaram sobre os eixos temáticos de crítica, documentação e reflexão; de espaço público e cidadania; de habitação e direito à cidade; de novos processos e novas tecnologias; de patrimônio, cultura e identidade; de infraestrutura e mobilidade; e de ambiente e sustentabilidade.

Ao lado dos presidentes do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA), da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) e do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), a Presidência da ABAP, signatária desta nota, participou de mesa redonda de debate sobre o papel do projeto de arquitetura e urbanismo no contexto dos movimentos sociais, destacando o imperativo da qualidade projetual para a melhoria das condições de vida e das conjunturas espaciais e paisagísticas. Por sua vez, o ex-presidente da associação, Jonathas Magalhães Pereira da Silva, debateu o tema da conferência “The Persistence of the City”, proferida pelo inglês Paul Appleton.

Preconizando a necessidade de concretização de mais encontros dessa natureza, algumas das importantes decisões da assembleia geral da ANPARQ, ocorrida ao final do evento, foram apoiadas em manifestações do grupo das entidades nacionais de Arquitetura e Urbanismo, integrado ativamente pela própria ABAP.

Letícia Peret Antunes Hardt
Presidente da ABAP

APPURBANA 2014

Foto: Acervo Quapá SEL

Foi realizado em Belém do Pará o III Seminário Nacional sobre o Tratamento de Áreas de Preservação Permanente em Meio Urbano e Restrições Ambientais ao Parcelamento do Solo (APPURBANA 2014), entre 10 a 13 de Setembro de 2014, tendo como objeto as áreas de preservação permanente definidas pelo Código Florestal Brasileiro, ou seja, as faixas marginais a cursos d’água, altas declividades, dunas, mangues e restingas.

O objetivo foi analisar seu relacionamento com os diferentes processos em andamento nas cidades brasileiras como expansão urbana, ocupações irregulares, ações de saneamento, criação de áreas protegidas, entre outros, visando a promoção e aprofundamento do debate sobre a dimensão ambiental no espaço urbano e conflitos sociais.

Foram discutidos pontos de extrema relevância como as condições de ocupações humanas em áreas ambientalmente vulneráveis; a regulação existente e a formulação de políticas públicas disponíveis dirigidas aos conflitos socioambientais urbanos; as contribuições do saneamento para a preservação ambiental; potenciais articulações do debate sobre a preservação ambiental e sustentabilidade nas cidades com aspectos do direito, do planejamento urbano, da ecologia, da economia urbana, da geografia, da sociologia e antropologia. Com especial destaque, foram apresentadas experiências de intervenção nestas áreas, mostrando a diversidade de situações socioeconômicas, ambientais e culturais encontradas no Brasil e as diferentes posturas adotadas pelos órgãos públicos.

O BORBOLETÁRIO DO MANGAL DAS GARÇAS

Borboletario
Foto: Francine Sakata

O parque criado por Rosa Kliass em Belém, em 2004, continua íntegro, lindo e bem mantido. Como todas as atrações do parque, o viveiro de borboletas, com cascatas e espelhos d água, é muito especial. Apesar das numerosas borboletas, não há lagartas. O monitor explica: as borboletas se reproduzem ali no viveiro, os ovos são recolhidos e cuidados em um laboratório. Só após a metamorfose, a nova geração retorna. Cada espécie bota ovos em uma planta específica, que alimenta suas respectivas lagartas. No Mangal das Garças são produzidas mensalmente mais de 5 mil borboletas adultas. Entre as espécies produzidas, estão à borboleta olho de coruja (Caligo illoneus), ponto de laranja (Anteosmenippe), Júlia (Dryas iulia), brancão (Ascia monusti) e battus (Battus polydamas).

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Paisagem Escrita é uma publicação da ABAP