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Datas

27 a 30 AGOSTO 2014
12o ENEPEA: FORMAÇÃO ACADÊMICA EM PAISAGISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA PAISAGEM
Vitória, ES
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29 AGOSTO 2014
“Certificações Sustentáveis: um debate sobre os desafios e oportunidades”
São Paulo, SP
FEA USP
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10 a 13 SETEMBRO 2014
APP Urbana 2014
Belém,PA
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25 A 27 SETEMBRO 2014
8th Barcelona Landscape Biennial
“A landscape for you” – new ways of action while exploring inhospitable areas
Barcelona, Espanha
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ATUALIZAÇÃO DE NORMAS
As Normas de Projetos de Arquitetura e Urbanismo deverão ser revistas. O processo está na fase inicial e é aberto à participação da sociedade civil. A primeira reunião foi realizada em 15 de agosto, na sede do Sinduscon-SP, à Rua Dona Veridiana, 55, São Paulo.

ABAP NÚCLEO SÃO PAULO
Com a criação do CAU e suas unidades estaduais, a ABAP tem buscado estruturar núcleos para se fazer representar nos CAUs estaduais. O Núcleo São Paulo foi formado neste mês por Fábio Robba, Patricia Santanta, Leonardo Loyolla, Marcelo Vassalo e Francine Sakata. Este novo núcleo convida os associados paulistas a colaborarem na programação de atividades para integração dos membros e promoção da profissão.

10 ANOS DE INFRAESTRUTURA VERDE

Parque Restinga Mambucaba
Foto: Micaela Queiroz/ Gail

Usar os processos da natureza como modelos para resolver a drenagem urbana não é uma invenção nova, mas foi, há dez anos, em uma parceria promovida por Rosa Kliass, Paulo Pellegrino e professores do Brasil e do exterior, que o termo Infraestrutura Verde foi pela primeira vez definido no país e a prática ganhou um novo impulso.

Desde então vem sendo desenvolvidas experiências e pesquisas em paisagismo que adotam princípios de sustentabilidade, resiliência e adequação ao meio ambiente.

No dia 11 de agosto, na 2º Sessão Técnica do Ciclo ABAP- Gail organizada pelo Núcleo São Paulo da ABAP, Paulo Pellegrino apresentou conceitos, discorreu sobre as origens e potencialidades destes fundamentos e mostrou projetos em que atuou como consultor. A arquiteta Gracielli Foli foi responsável pela apresentação dos projetos do escritório do saudoso colega Luiz Portugal que já vinha utilizando com frequência jardins de chuva, biovaletas, lagoas de detenção e telhados verdes em seu trabalho.

Elza Niero trouxe o projeto do Córrego das Corujas, abordando as questões ambientais que definiram o trabalho da equipe multidisciplinar, aprofundando aspectos técnicos e sua atuação no desenvolvimento das obras de implantação.

O Projeto do Estádio Nacional em Brasília, elaborado pelo escritório Benedito Abbud, foi o destaque da exposição de Marcelo Vassalo, cuja apresentação também revelou uma trajetória voltada à utilização gradativa dos projetos que contemplam valores ambientais na sua consecução.

RESTINGA COMO POSSIBILIDADE PAISAGÍSTICA

Jardins de Monet, em Giverny A sessão técnica conduzida por Eduardo Barra em 13 de agosto, deu início às apresentações organizadas pelo Núcleo Rio de Janeiro da ABAP, com o apoio do IAB-RJ, com a apresentação do Parque Restinga de Mambucaba, no litoral sul do Estado do Rio, que transformou um areal abandonado em um parque de educação ambiental.

Ao revisitar alguns de seus projetos anteriores, como o Portal da Amazônia, composição paisagística idealizada para a orla do Rio Guamá em Belém; os jardins das residências Santa Mônica e Vitória Régia, no Rio de Janeiro, e o Bosque de Mambucaba, o autor discorreu sobre o longo processo de pesquisa e experimentação paisagística que vêm realizando com a vegetação brasileira. A exemplo de Fernando Chacel, Eduardo Barra estuda inicialmente os fragmentos do ecossistema na natureza, procurando entender sua lógica e identificar padrões morfológicos. A partir daí, Eduardo Barra preocupa-se em organizar composições paisagísticas com inspiração nas feições do ecossistema, em termos de texturas, volumes, densidades e da utilização da vegetação na composição de ambientes sem obrigar-se a “xenofobismos”. Desta forma, inventa-se uma nova estética que agrega o valor dos remanescentes de restingas e manguezais cariocas e fluminenses às composições paisagísticas, cujo imenso potencial ainda permanece desconhecido e até mesmo desprezado.

Texto na íntegra

O papel do paisagista e o projeto dos Espaços livres

Material Técnico Vegetação Brasileira Alexander Hulsmeyer sentiu necessidade, até para esclarecer seus alunos, de definir o que faz o arquiteto paisagista. Durante seu doutorado, estudou textos norte-americanos e europeus, analisou o caso brasileiro e os estudos aqui produzidos e postulou: a “paisagem” é o campo teórico do paisagista e o projeto dos espaços livres, o prático. Uma vez que a produção da paisagem não é produto de projetos mas uma construção social, herança de processos ambientais e ecológicos, o termo “projeto da paisagem” é figurativo. Arquitetos Paisagistas trabalham sobre os espaços livres e estes podem ter papel estrutural e influenciar diretamente na configuração da paisagem como podem também ter um papel complementar.

Na tese, intitulada “A cidade através dos seus sistemas de espaços livres: estrutura e configuração da paisagem urbana – um estudo de caso em Umuarama”, o autor também analisa o processo de formação e de gestão do sistema de espaços livres da cidade de Umuarama/PR, do plano inicial às novas áreas de expansão. A falta de planejamento e diretrizes de projeto tiveram, como resultado, a fragilização e a fragmentação da forma urbana. Hulsmeyer defende, assim, que o projeto, o planejamento e a definição de diretrizes para a configuração de um sistema estrutural de espaços livres sejam assumidos pelo poder público, promotor e mediador dos agentes sociais que interagem na paisagem urbana e que a arquitetura paisagística, enquanto profissão relacionada ao projeto e planejamento, tenha seu papel consolidado.

FORMA URBANA

Material Técnico Vegetação BrasileiraFoto: Jantar no Mosteiro de São Bento, por Fany Galender

De 3 a 6 de julho deste ano realizou-se o 21º ISUF (International Seminar of Urban Form), em Portugal, na cidade do Porto. Membros da ABAP e profissionais atuantes na área acadêmica da Paisagem e Ambiente estiveram presentes, expondo trabalhos resultantes de suas pesquisas e da atuação profissional que focavam no espaço livre urbano. Foram destacadas as questões urbanísticas, ambientais, paisagísticas e culturais verificadas nas cidades e metrópoles brasileiras.

Com o tema “Nosso futuro comum na Morfologia Urbana” o evento pretendeu destacar o papel decisivo do meio ambiente no debate da forma urbana e discutir os caminhos e abordagens possíveis para nossa contribuição na construção de um espaço urbano mais adequado ao convívio humano.

Para baixar o caderno de resumos

ENTRE O PASSADO E O FUTURO

Plano Diretor Reafirmando a sua unidade e respeitando as suas individualidades, as cinco entidades integrantes do Colégio Brasileiro de Arquitetos e Urbanistas, sob a coordenação da ABAP, deliberaram, em julho de 2014, os seguintes pressupostos para orientação dos seus princípios comuns:

1 formação plena do Arquiteto e Urbanista, com sua adequada habilitação nos diversos campos de atuação profissional;

2 valorização da prática projetual e dos processos de planejamento nas distintas manifestações da Arquitetura e Urbanismo;

3 divulgação das atribuições do Arquiteto e Urbanista à sociedade brasileira;

4 divulgação internacional da produção da Arquitetura e Urbanismo do país;

5 democratização das decisões afetas à Arquitetura e Urbanismo;

6 respeito e apoio aos Arquitetos e Urbanistas;

7 intolerância a posturas antiéticas com base em eficiente fiscalização de atividades prejudiciais à profissão;

8 representatividade das entidades nacionais signatárias do Manifesto à Sociedade Brasileira, de 08 de julho de 1998, no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, bem como nos seus correlatos estaduais;

9 garantia da manutenção dos ideais expostos no supracitado manifesto;

10 colaboração mútua entre as entidades em assuntos de interesse comum à Arquitetura e Urbanismo.

Mais do que uma agenda que resgata preceitos do passado, esse é um compromisso na busca da melhoria do campo de atuação profissional, inclusive da arquitetura paisagística, em um futuro muito próximo.

Letícia Peret Antunes Hardt
Presidente da ABAP

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Paisagem Escrita é uma publicação da ABAP