tel.: (11) 3675-7810
abap@abap.org.br

178
Datas

11 AGOSTO 2014
segunda-feira das 19h30 às 21h30
Paulo Pellegrino, com a apresentação de projetos desenvolvidos com o Escritório Luiz Portugal, e com as participações de Elza Niero e Marcelo Vassalo.
Local: Espaço Gail, Av. das Nações Unidas, 12.399 conj. 73B, São Paulo.SP
(ao lado da estação Berrini de trem)
tel. (11) 5505 2879
Inscrições: abap@abap.org.br ou (11) 3675 7810 (à tarde)
Entrada gratuita. Vagas limitadas.

25 e 26 AGOSTO 2014
IX Colóquio QUAPA SEL
Vitória, ES
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27 a 30 AGOSTO 2014
12o ENEPEA: FORMAÇÃO ACADÊMICA EM PAISAGISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DA PAISAGEM
Vitória, ES
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1 a 3 SETEMBRO 2014
7th International Urban Design Conference
Adelaide, Australia

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10 a 13 SETEMBRO 2014
APP Urbana 2014
Belém,PA
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25 A 27 SETEMBRO 2014
8th Barcelona Landscape Biennial
'A landscape for you' - new ways of action while exploring inhospitable areas
Barcelona, Espanha

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VÁRIAS DATAS
Cursos plantas do cerrado
Brasilia, DF

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As sementes de Luiz

Parque Restinga Mambucaba

A comunidade dos paisagistas paulistas entristeceu com a súbita partida de Luiz Portugal Albuquerque (1956-2014), na madrugada de 3 de julho, derrubado em pleno vigor criativo por uma embolia pulmonar. Este boletim é uma homenagem a ele, com depoimentos de colegas, amigos e das filhas.


Luiz foi autor de uma respeitável folha de serviços, que se estende por mais de duas centenas de projetos paisagísticos com diferentes escalas e complexidades. Seu trabalho materializou-se em belos espaços em âmbitos tão distintos quanto o residencial, o público, o institucional e o comercial. É o caso do sítio de veraneio em Porto Feliz; do haras Fazenda Bela em Sorocaba (em coautoria com Maria Cecília. B. Gorski); do paisagismo de várias unidades do SESI e do SENAI, pelo interior paulista; dos espaços de ingresso do edifício Nações Unidas, da proposta para o SESC Av. Paulista, da praça Amadeu Amaral, do detalhamento das edificações do Parque do Povo (paisagismo de André Graziano e equipe), todos na cidade de São Paulo.
As qualidades do profissional eram indissociáveis das virtudes do ser humano. Possuidor de um temperamento dinâmico, comunicativo, alegre e otimista, Luiz era mestre em construir amizades duradoras, de aproximar as pessoas ao seu redor, de animar discretamente qualquer ambiente onde estivesse. De fato, era uma criatura especial que imprimia beleza em tudo o que fazia – do trabalho às relações pessoais. Perdurarão as sementes que ele disseminou, na forma de obras paisagísticas, trabalhos de assistência social e lições de vida.

Guilherme Mazza Dourado leia mais


Sítio em Porto Feliz, projeto Escritório Luiz Portugal. Foto: Guilherme Mazza Dorado.


Legado e Memória: Pelo seu incondicional comprometimento com a ABAP, Luiz Portugal sedimentou um impressionante legado, inequivocamente resultante da sua competência nas funções desempenhadas na tesouraria, na diretoria financeira, na comissão curricular e nos conselhos consultivo e fiscal de sucessivos mandatos da associação, servindo de marcante exemplo tanto para a atual quanto para as futuras gestões. Na memória, também permanecerá, saudosamente, a sua relevante herança de otimismo e altruísmo.
Letícia Peret Antunes Hardt


Conheci o Luiz Portugal em 1977, quando iniciamos o curso de arquitetura na PUC de Campinas. Apesar de sua maior maturidade, pois era o segundo curso universitário que iniciava (tinha começado a cursar História na USP), logo nos vimos trabalhando nas mesmas equipes. Foi quando comecei a admirar sua cultura, seriedade e capacidade de trabalho. Muito através de sua influência é que fui descobrindo o lado da paisagem, e, mirando seu exemplo, já na escolha do trabalho final de graduação, me senti bastante forte para enfrentar comentários dos professores, se iria fazer ‘apenas’ um projeto de paisagismo, ao assumir um projeto de paisagem urbana como tema.
Lembro ainda de uma excursão que fizemos a uma fria Curitiba, neste ano de 1981, por ocasião do primeiro congresso de arquitetura paisagística que participei. Foi quando, ainda estudante, fiquei a par da ABAP, e de seus cursos, que nesta época passamos a frequentar, apesar de não ter tido o cuidado de guardar todas as apostilas tão bem, como anos depois em seu escritório, as vi encadernadas.
Já formados, dividimos por um tempo, antes de minha entrada na vida acadêmica, um escritório na Rua Capitão Antonio Rosa, não muito longe do seu último endereço. Mas sempre mantivemos oportunidades de desenvolver projetos em comum, o que sempre foram ocasiões muito frutíferas, pois era um privilégio ter um interlocutor tão competente e culto. O que só se salientava mais, dado a uma outra de suas características: a ausência de arrogância e prepotência, e o trato sempre educado com todos. Só posso ser agradecido por ter tido esta oportunidade, de ter convivido com ele social e profissionalmente, por todos esses anos. Foi um processo de crescimento que pude usufruir, de abertura de horizontes que sua generosidade propiciou. Com ele se foi um molde, de tempos mais finos.

Paulo Pellegrino

Companheiro de Diretoria na ABAP, parceiro de almoços e conversas divertidas, presença sempre gentil e bem humorada. Tranquilo e sorridente, partilhava não só o entusiasmo pela nossa profissão, como também pelas coisas boas e bonitas da vida.
Fany Galender

Conheci o Luiz em reunião da ABAP no escritório do Jonathas para combinarmos a realização do 3º Congresso Internacional de Curitiba, isso foi em 2011. Desde então, foram muitas afinidades e compartilhamentos serenos e afirmativos. O Luiz foi um super colega.
Orlando Busarello

Aquele que trazia você para o presente, para o agora, o exato momento. O Luiz era um cara pacífico muito atencioso e paciente. Queria sempre conversar e fazia questão que eu entendesse e explicasse o que entendi. Meu chefe, gostava de olhar nos olhos, aceitava sugestões, me fazia brigar por minhas sugestões... mas no fim preferia as próprias idéias mesmo. Aprendi bastantes coisas de paisagismo convivendo com o Luiz nesses últimos anos, mas nada se compara ao que aprendi como pessoa.
Gracielli Folli Monteiro

O Luiz que conheci e convivi nestes últimos anos na Abap, era receptivo e amoroso com todos, sempre pronto a ajudar. Vai deixar muitas saudades a todos nós.
Maria Helena Cruz

Alegria, confiança, lealdade, transparência, humildade eram algumas das marcas de sua personalidade. Junto com o restante da diretoria lutamos alegremente pela organização da nossa gestão 2011-2012. A tranquilidade e sabedoria de Luis sempre me impressionaram e me tranquilizaram. São em horas tensas, como as que passamos juntos, que conhecemos de fato a índole das pessoas.
paisagem
hoje perdi um amigo
outros perderam esse mesmo amigo
muitos perderam a chance de conhecê-lo
poucos não contem mais conteúdo
projetadas paisagens jamais serão criadas
paisagem vazia
paisagem
siga em paz Luiz Portugal, a paisagem segue junto

Jonathas Magalhães

Conhecia o Luiz desde o início dos anos 2000, quando comecei de fato a colaborar na ABAP. Ao final de meu mandato como presidente, em 2009-2010, três indicações importantes surgiram para a sucessão, o Luiz Portugal, o colega Jonathas e o colega Luiz Vieira. Conseguimos, com a colaboração de todos, que Luiz fosse o tesoureiro, Vieira ficou como vice-presidente e formamos na ABAP uma boa chapa para a nova diretoria que nos sucedeu, com o Jonathas Magalhães na liderança. Naquela época eu estive pela primeira vez em seu escritório e, então, pude conhecê-lo numa conversa mais longa, sabendo, então, que ele fazia parte de uma bonita obra de caridade, já presidindo uma outra associação em São Paulo.
Um jeito meio mineiro de ser, no coração de São Paulo, com muita simpatia e presença discreta, sempre auxiliando.

Saide Kahtouni

Foi o Luis Portugal que me apresentou à entidade. Anos atrás, aqui em Piracicaba, minha cidade, o conheci numa rodinha de amigos e ele se apresentou e me convidou. Era recém formada e aquele momento pra mim foi de extrema importância, pois estava iniciando minha carreira profissional na minha cidade, após morar(estudar) em São Paulo. Apenas gostaria de deixar aqui meus sentimentos e tristeza neste momento.
Maria Paula Orlando

Quando ele oferecia carona, era jovial, e a visita técnica virava um dia de sol na praia. Quando pegava a carona, achava tudo bom, até quando o motorista esquecia da gasolina. Ele fazia a cidade melhor e as pessoas mais próximas.
Francine Sakata

Conheci o Luiz como um aluno no final da década de 1970 na Puccamp. O primeiro encontro já foi inesquecível. Com seu jeito de falar sorrindo, transmitindo simpatia e alegria, se apresentou como bisneto de um paisagista (coisa raríssima até hoje) e seu irmão tinha sido meu contemporâneo de FAU.
Ficamos imediatamente amigos. Ele fazia a disciplina de forma interessada, demonstrando interesse não apenas nos exercícios, mas na própria profissão. Trabalhou liderando equipes no Cadastramento da Vegetação Significativa do Município de São Paulo. Foi vice na minha primeira gestão como presidente da Abap. Fizemos viagens, cursos, palestras, inventamos muitas coisas juntos! Foi um tempo ótimo!
Lembro-me do seu entusiasmo quando construiu a casa de praia, o início da sociedade com a Anamaria Cavalari, quando descrevia de modo apaixonado o seu último trabalho. Alias, paixão, mas de forma descontraída, era o estado de espírito do Luiz.

Benedito Abbud

O “reencontro” dos paisagistas, Luiz e o seu bisavô Frederico: Tempos atrás, eu estava fazendo uma das minhas vistorias burocráticas nos monumentos tombados pelo IPHAN em Santos, quando me deparei com obras irregulares da Prefeitura de Santos no piso de mosaico da Praça dos Andradas em frente à Casa de Câmara e Cadeia de Santos (monumento nacional). A Praça era toda pavimentada com pequenas ilhas circulares em torno das árvores dispersas aleatoriamente – um dos piores exemplos de jardins. Embarguei as obras, mas não sabia como proceder, pois o desenho de piso que existia era tão ruim quanto o que pretendiam executar. Procurei o Luiz que conheci na época em que veio chefiar a Divisão Técnica do IPHAN, para me ajudar pois se tratava de uma questão de paisagismo. Entusiasmado como sempre, ele apareceu no IPHAN no dia seguinte com o desenho aquarelado emoldurado do projeto original da Praça dos Andradas de autoria do seu bisavô paterno Frederico de Albuquerque.
Victor Hugo Mori leia mais


andradas


Conheci Luiz Portugal pessoalmente nas reuniões de elaboração da Carta Brasileira da Paisagem, quando atuava no departamento financeiro da ABAP. função à qual não se restringia, pois sempre participava de todas as atividades, rotinas e tarefas de organização na entidade. Além de profissional sério e dedicado, como todos testemunhamos, era pessoa ponderada e pacífica. Sua atuação nas discussões sobre o novo estatuto da ABAP foi muito intensa, interagindo de forma sempre lúcida e serena, mediando posicionamentos diversos, das múltiplas facetas pessoais, profissionais e geográficas da ABAP.
Nossas conversas, para além dos assuntos da Associação, também tinham um interesse comum: Luiz é descendente de Frederico de Albuquerque, um dos mais ativos horticultores e introdutores de espécies de valor ornamental no Brasil no século XIX, quastão que foi assunto de meu doutorado, defendido na FAUUSP em 2002. Soube dessa ascendência somente após ter concluído minha tese, mas mesmo assim, esse interesse nos unia. O seu ramo familiar, todo formado por profissionais de alguma forma ligados à modernização da paisagem urbana e rural de um Brasil novo que se preparava para adentrar o seculo XX, nos mantinha envolvidos por horas, em conversas agradáveis e muito prazeirosas. Querido amigo e dedicado arquiteto paisagista, você deixa lindas e permanentes recordações junto aos abapianos e em todo o meio profissional dos arquitetos paisagistas!

Eliane Guaraldo



Nosso pai valorizava o cotidiano, o pertinho, o humano, o afeto, o pequeno. Sempre tão do pequeno e o pequeno diz tanto sobre o grande. Era duma atenção pelo outro, um cuidado. E ético sempre, em tudo, com todos. Muito generoso, disponível, solícito.
Como pode ter tanto interesse por tanta coisa... eram as marés, a sementeira da palmeira, luz indireta para ler, casas antiguinhas escondidas pela cidade, sombras das árvores, dos postes, o céu, livros, muitos livros, plantas, orquídeas, praia do pulso, sucos de diversos sabores, Santos, tortas prontas, o bairro de pinheiros - que tudo tem, caminhadas de noite, concerto ao vivo, cerâmicas de cunha, viola caipira, musica pop do rádio, saber as origens das plantas, receber os amigos pra jantares, emails infinitos, fotografias de arquitetura, encartes de exposição, ter mil truques pro dia a dia, obra! – como ele gostava de obra, de acompanhar, do cheiro, da terra no sapato...
Tão contente em querer e ser querido. Repetia muito para gente a importância de ter amigos, de cuidar.
Tinha frases do tipo "se você tá em duvida, convida. É sempre tão bom ser convidado". Ele era muito contente e satisfeito por ter os amigos que tinha, o trabalho, a família, a esposa, as filhas!
A gente, como filhas, tirou a sorte grande!

Nina e Tereza leia mais

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